Saude mental com acolhimento

Fobia social nao e fraqueza.
Falar sobre ela e coragem.

O video do Felca abriu uma conversa que muita gente precisava ter. Aqui voce encontra informacao, relatos e um convite: cuidar de si tambem e um ato de forca.

Se estiver em crise, ligue 188 (CVV) — 24 horas, gratuito e sigiloso.

O video que precisava existir

Assista ao relato do Felca

Publicado na madrugada de 20 de outubro de 2026, no Dia Mundial de Combate ao Bullying. Um depoimento de mais de uma hora sobre infancia, medo, isolamento e a decisao de nao se esconder mais. Conteudo sensivel: respeite seus limites ao assistir.

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Canal oficial: @felcaseita

Informacao que acolhe

O que e a fobia social

Tambem chamada de transtorno de ansiedade social, nao e “so timidez”. E um medo intenso e persistente de ser julgado, rejeitado ou constrangido em situacoes sociais — a ponto de evitar a vida que se gostaria de viver.

Nao e frescura

E um transtorno reconhecido pela OMS (CID-11, codigo 6B04). O corpo reage como se houvesse ameaca real: coracao disparado, tremor, suor, rubor, nauseas.

Pode comecar cedo

Costuma surgir entre os 8 e 15 anos. Experiencias de bullying, humilhacao ou rejeicao repetida podem deixar marcas profundas na forma de se relacionar.

Tem tratamento

Psicoterapia (especialmente a TCC), acompanhamento psiquiatrico quando necessario e uma rede de apoio fazem diferenca. Ninguem precisa enfrentar isso sozinho.

Timidez

  • Desconforto passageiro em situacoes novas
  • A pessoa ainda consegue participar, mesmo nervosa
  • Nao impede estudos, trabalho ou amizades de forma duradoura

Fobia social

  • Medo desproporcional e persistente por meses
  • Evitacao ativa de pessoas, eventos e oportunidades
  • Prejuizo real na vida pessoal, familiar ou profissional

Por que o video importa

A coragem de Felca

Felipe Bressanim Pereira, 27 anos, e conhecido por ter denunciado a adultizacao de criancas na internet em 2025 — debate que ajudou a impulsionar o ECA Digital. Depois de meses afastado, ele voltou nao para polemica, mas para contar a propria historia.

No video, ele relata bullying fisico e psicologico dos 12 aos 18 anos, em Londrina. Conta que, ao terminar o colegio, disse aos pais que nao conseguiria enfrentar mais uma sala de aula. Escolheu fazer videos. Mesmo famoso, o corpo ainda acelerava acima de 130 batimentos em ambientes com outras pessoas.

Ele tambem falou, com honestidade, sobre ter usado alcool para conseguir gravar, dar entrevistas e aparecer em publico. E sobre ter passado meses sem sair de casa. Nada disso e glamour. E um pedido de ajuda transformado em convite coletivo.

“Dos 14 aos 18 eu sobrevivi. Eu me mantive vivo e isso foi tudo.”

Felca, no video publicado em 20/10/2026

Vozes que se reconhecem

Relatos de quem tambem vive isso

Historias inspiradas em experiencias comuns de quem convive com ansiedade social. Nomes foram alterados. Se voce se reconhecer, saiba: o primeiro passo ja e um sim.

Marina, 24

Sao Paulo

“Eu cancelava tudo na ultima hora. Aniversario de amiga, entrevista de emprego, ate o mercado. Assistir ao video do Felca foi a primeira vez que eu chorei e pensei: nao sou preguicosa. Estou doente e posso me tratar. Marquei terapia na semana seguinte.”

Rafael, 31

Belo Horizonte

“Na escola eu era o invisivel e o alvo ao mesmo tempo. Cresci achando que todo mundo ria de mim o tempo inteiro. Hoje eu sei nomear: fobia social. Nao curti ainda, mas ja consigo pedir um cafe sem ensaiar a frase dez vezes. Isso, para mim, e vitoria.”

Ana Luiza, 19

Recife

“Eu achava que ser ‘a quietinha’ era personalidade. Ate perceber que eu nao ia a aula por medo de apresentar trabalho. Minha mae viu o video do Felca e me chamou para conversar. Pela primeira vez alguem perguntou se eu estava bem de verdade.”

Joao, 42

Curitiba

“Passei a vida inteira bebendo para ‘destravar’ em reuniao. Achei que era so jeito de adulto. O relato do Felca me espelhou de um jeito que doeu. Estou 40 dias sem beber para socializar e indo ao CAPS. Nao e facil. Mas e o primeiro alivio honesto que eu sinto.”

Leticia, 27

Londrina

“Sou da mesma cidade. Ver alguem daqui falar de bullying e de nao conseguir sair de casa me fez sentir menos monstro. Entrei no #SimFel do meu jeito: aceitei um convite para almocer com uma colega. Fiquei 20 minutos. Voltei para casa orgulhosa.”

Caio, 22

Brasilia

“Eu consumia o Felca pelos videos de denuncia. Nunca imaginei que o video mais importante dele seria esse. Compartilhei com meu grupo da faculdade. Tres pessoas responderam ‘eu tambem’. A gente combinou de ir junto na semana de provas. So isso ja mudou tudo.”

Um desafio de 90 dias

#SimFel

No fim do video, Felca convidou quem quiser a aceitar, aos poucos, convites e oportunidades que o medo costuma recusar — sem usar alcool como muleta. Nao e exposicao brusca. E um sim pequeno, no seu ritmo, com cuidado.

  • Aceitar um cafe com alguem de confianca
  • Responder uma mensagem que esta parada
  • Sair de casa por 15 minutos, so para o ar
  • Marcar a primeira sessao de terapia
  • Falar “eu tambem” para alguem que se abriu

Exposicao sem preparo pode piorar a ansiedade. Se puder, faca isso com apoio profissional.

Caminhos concretos

Onde buscar ajuda

Pedir ajuda nao e desistir. E escolher ficar.

CVV — 188

Centro de Valorizacao da Vida. Apoio emocional e prevencao do suicidio, 24 horas, gratuito e sigiloso.

cvv.org.br

CAPS

Centros de Atencao Psicossocial do SUS. Procure a unidade mais proxima na secretaria de saude do seu municipio.

UBS / postinho

A Unidade Basica de Saude pode encaminhar para psicologia e psiquiatria. Leve um acompanhante se isso facilitar.

Emergencia

Se houver risco imediato a vida, ligue 192 (SAMU) ou va ao pronto-socorro mais proximo.

O que costuma ajudar

  1. Nomear o que sente — dar nome tira um pouco do peso de “sou estranho”.
  2. Terapia — a cognitivo-comportamental trabalha exposicao gradual e pensamentos automaticos.
  3. Acompanhamento medico — em casos intensos, medicacao supervisionada pode ser aliada.
  4. Rede de apoio — uma pessoa de confianca ja reduz o isolamento.
  5. Pequenos sims — no ritmo certo, o cerebro reaprende que situacoes sociais nao sao sempre ameaca.